Sua construção data da segunda metade do século XVIII. Conserva as características do estilo sóbrio de 1720, cercada por muro baixo e precedida por pequeno adro e um mata-burros – ambos de pedra -, o que constitui uma composição típica de igrejas mineiras. Com estrutura feita de madeira, adobe e pau-a-pique, suas principais singularidades são os corredores laterais em arco, que criam a impressão de três naves, e os altares dedicados a Santa Efigênia e São Benedito. O de Santa Efigênia, em especial, é atribuído a Aleijadinho, sendo considerado um dos primeiros entalhes do mestre, com traços ainda arcaicos, mas já marcados pela força expressiva de suas figuras.
A pintura abrange todo o seu forro, que se estende da nave à capela-mor e dialoga com o estilo rococó, reforçando a harmonia do espaço sagrado. Além dos painéis do forro, todos a têmpera, as colunas e os arcos são revestidos de tábuas pintadas.
A Igreja do Rosário esteve intimamente ligada à antiga irmandade de pretos do distrito, que promovia festejos em honra à padroeira. Documentos de 1764 já registravam a eleição de reis festeiros e a arrecadação de esmolas para a realização das celebrações, muitas vezes marcadas pela presença do Congado e pelas tradicionais procissões.